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segunda-feira, 19 de março de 2012

Os grupos políticos de Garanhuns


Já dizia Magalhães Pinto, acho que foi ele, embora há quem atribua a Tancredo Neves, - "Política é feito nuvem, cada vez que se olha tem um novo desenho, um novo formato, tudo muda."

Na política de Garanhuns a situação é ainda pior. Creio que todos os políticos já estiveram em todos os palanques, contra e a favor. Exemplos: Bartolomeu, Silvino, Luís Carlos, Izaías Régis, Zé da Luz, Sivaldo, Givaldo Calado, e uma trezena de vereadores. A grande, grandessísssima, maioria já foi contra e a favor a todos eles.

A cada eleição, mexem-se as pedras do dominó e ninguém sabe na próxima com quem estará.

Em Caruaru e Petrolina, cidades com as quais queremos comparar Garanhuns, existem sempre grupos políticos mais sólidos, e outros satélites que se aproximam, mas a base é quase sempre a mesma. Imagino que os apoios por lá sejam formatados em cima de projetos coletivos, quando um ganha, o grupo ganha. Em Garanhuns quando termina a eleição, ninguém tem compromisso com ninguém. Assim, não se fortalecem bons grupos políticos. Ficam somente alguns assessores mais próximos, e muitas vezes nem são nomeados a nada. Não há muito espaço no estado para os garanhuenses.

Por não termos formado bons grupos políticos, não temos gente de Garanhuns em nenhum cargo de mais valia no estado. Digam-me rapidamente quando tivemos um Secretário de Estado de Garanhuns? Quem representa Garanhuns no governo estadual?

...E nem segundo escalão. Não tem um só órgão estadual sendo gerido por garanhuenses. Tem?

Silvino saiu bem avaliado da prefeitura mas não engatou um bom cargo no governo de Jarbas, tinha Aurora deputada e somente conseguiu o financeiro do LAFEPE. Luís Carlos já anunciou aposentadoria para quando deixar a prefeitura. Prefeitos como Bartolomeu e Ivo Amaral também deixaram a prefeitura bem avaliados, mas não foram aproveitados numa sequência de crescimento político. Aliás, todos os ex-prefeitos da história recente não conseguiram ascensão estadual, ficaram por aqui mesmo. Nem força tiveram para indicar um secretário. No máximo, eleição de deputado, mas nunca o executivo estadual.

Nem as lideranças estaduais lembram de seus grupos de Garanhuns na hora de indicar. Inocêncio Oliveira, Humberto Costa, José Queiroz, e até Armando Monteiro. Praticamente nenhum partido vê nos garanhuenses bons nomes para uma indicação estadual, sendo da frente popular ou da antiga União po Pernambuco.

Faço esta crítica porque acredito que este fato se deva à falta de grupos políticos sólidos, de gente que não mude de lado a cada dois anos. Portanto, grupos fortes e respeitados no cenário pernambucano, e olha que a culpa nem é total dos políticos maiores, mas da base, que poderia cobrar um bom projeto político para montar uma estrutura de apoio. 

Talvez a última vez que tivemos lado em Garanhuns foi no tempo de MDB e ARENA, depois disso, muda a cada eleição.

E não escrevo isto para alguém desavisado tentar elogiar Antônio João, e coisa e tal, e voltar com aquela colocando todos no mesmo balaio, pois não incluí seu nome nesta crítica porque não considero o político como sendo, ou tendo, repercussão nos últimos dez anos em Garanhuns, todos os outros, ao menos, estiveram lutando, cada um da sua maneira, por esta cidade, enquanto Antônio João tentava fazer de Lajedo a maior cidade do Agreste Meridional.

A intenção desta crítica é na verdade fortalecer nossos melhores nomes, mas que estes entendam que chegou a hora de pensar em unir os grupos políticos existentes, que possam construir projetos de médio e longo prazo, e não somente visando a eleição daqui a alguns meses.

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