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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Polêmicas desnecessárias alimentam início de Festival

O prefeito Izaías Régis sempre teve a fama de falar o que vem à cabeça,  e muitas vezes este improviso, acaba exagerando ou falando mais que deveria. Em seis meses de governo tem sido assim, criando constrangimentos e problemas desnecessários, às vezes até antecipando ações do próprio governo.

Em sua época de deputado ficou famoso justamente por seu estilo, que foge do trivial. Izaías sabe o que quer, mas nem tudo está ao seu alcance, ou não está no tempo certo. Este timing definitivamente ele não tem. 

Izaías fez várias promessas para este festival, em vários setores, criando expectativas, mas extrapolou os seus próprios limites, quando dependia da Fundarpe, que é de fato quem organiza e gerencia o grande evento. Não dá pra negar a complexidade do FIG, só a programação são 33 páginas, contemplando centenas de apresentações culturais, em praticamente todas as linguagens artísticas.

Em algumas entrevistas, Izaías tem criticado de forma sutil a Fundarpe, por algumas ações que poderiam ter realmente sido feitas com antecedência, principalmente a divulgação. Mas a própria prefeitura pode criar uma divulgação do evento sem a necessidade de expor a grade, embora ela seja fundamental. Já falamos sobre isso antes. Não precisa da programação para investir na mídia a partir dos meses de abril e maio.

Izaías em todos os eventos e entrevistas afirmava ter economizado recursos e que entraria com uma boa contrapartida no Festival, chegou a falar em até R$ 2 milhões. Como a prefeitura, historicamente, arca com os artistas de Garanhuns, poderia ter ela mesmo se responsabilizado em pagar estes cachés, até melhorando em relação a anos anteriores. 

Também não concordo com um palco exclusivo para nossos artistas. Creio que seria um isolamento. Os músicos querem tocar nos palcos que já estão consolidados no Festival, interagir com grandes músicos de outros lugares, tocando em melhores horários e receber melhores cachés, na mesma proporção que a Fundarpe paga as bandas do mesmo nível da capital. Participar da programação com mais ênfase, prioridade, porque somos da casa!

Outra polêmica foi quanto ao apresentador da Praça Guadalajara. Izaías já anunciava que seria Eduardo Peixoto e Cássia Amaral, que depois retirou o nome. Aí ficou somente o profissional da Rádio Jornal. Segundo o prefeito, já estava tudo certo com a Fundarpe e contrato para ser fechado.

Bom, sem entrar no mérito de quem é melhor, Eduardo ou Marcelo Jorge, pois são dois grandes profissionais e meus amigos, Izaías acusou ingerência política para a mudança do apresentador. Políticos da região que pediram por Marcelo Jorge. 

Com esta questão, Izaías revelou não ter tido força para emplacar o seu preferido, e não precisava ter exposto publicamente. De bastidores, pelo que entendi, nomes como Eudson Catão e Sandoval Cadengue preferiram Marcelo Jorge, que tem se mantido mesmo com as mudanças de governo, sem identificar as administrações.

Em mais uma de suas declarações de improviso, em entrevista na Rádio Marano, o prefeito disse que Marcelo Jorge apresentava o FIG somente pela vaidade e que depois disso voltava a ser um nada! Expressão muito forte para um prefeito definir alguém publicamente. Marcelo é um dos mais conceituados profissionais do estado, presta serviços para empresas públicas e privadas e muitas pessoas defendem seu nome na praça porque já identifica o evento, e sua forma que une o clássico com o informal, aliado a um profundo conhecimento cultural, torna seu nome natural, e não apenas objeto de vaidade.

Izaías está bem intencionado. Deve estar até angustiado com algumas coisas que pensava para este seu primeiro festival, mas precisa reconsiderar, fazer de fato esta ponte com a Fundarpe para que possa participar mais, com mais consistência, da estrutura do FIG, mas muita coisa agora somente em 2014. Poderia criar um grupo de trabalho, até para pensar em ações que pudessem fazer do Festival um produto que possa gerar dividendos durante todo o ano.

Mas a verdade é que o FIG hoje é realizado quase em sua plenitude pelo Governo do Estado, que assimilou o evento e a cada ano promove um crescimento, criando novos polos e palcos. Nem dá para acompanhar tanta coisa que fica imprensada em 10 dias. (Tá na hora de termos três finais de semana no Festival), e para que todos possam estar mais à vontade, falta a Fundarpe estar mais presente no cotidiano de Garanhuns.

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